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Família Gascón Tempranillo (Bodegas Escorihuela Gascón)

País: Argentina (Mendoza – Agrelo - Luján de Cuyo)
Safra: 2008
Tipo: Tinto (100% Tempanillo)
Álcool: 13,40%
Temperatura de consumo: 16ºC e 18ºC
Preço: R$ 28,00

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação

Bodegas Escorihuela Gascón foi fundada em 1884 em Mendoza, a principal região vinícola da Argentina, pelo imigrante espanhol Miguel Escorihuela Gascón. Seus descendentes tocaram o negócio e controlaram a vinícola até 1993, ano no qual a companhia foi adquirida por Nicolas Catena, da renomada Catena Zapata, e, desde então, seu filho mais velho, Ernesto Catena, comanda a empresa.

Em Agrelo (Luján de Cuyo), atualmente, são 155 hectares de plantações de uvas para vinhos tintos e brancos, posicionadas a 950 metros acima do nível do mar, entre elas de Tempranillo, variedade de origem espanhola, como o fundador da casa, que também se adaptou a Mendoza e dá origem a bons tintos, caso deste Família Gascón Tempranillo.

O da safra 2008, experimentado por MundoVinho em outubro de 2009, havia acabado de chegar ao Brasil pelas mãos da importadora Grand Cru e teve suas uvas colhidas manualmente na primeira semana de abril do ano anterior, conforme informação grafada no próprio rótulo do exemplar.

Ali também consta que o vinho estagiou por oito meses em barricas de carvalho francês e americano, depois de passar por fementação em tanques de aço inox com temperaturas controladas entre 25ºC e 28ºC, durante seu processo de vinificação.

Considerado um vinho premium pela vinícola, dentro de uma escala crescente de premium reserva, ultra premium e o vinho ícone, este Familia Gascón Tempranillo, de uma uva ainda pouco utilizada na Argentina, é uma pedida interessante e atrativa pela relação entre qualidade e preço.

Acompanha muito bem refeições do dia a dia e pratos mais elaborados. Se mostrou um excelente acompanhamento, por exemplo, para o filé de cordeiro com polenta ao gorgonzola na calda de maracujá, preparado pelo chef Luis Felipe Lucentini, servido no bistrô instalado nos fundos da loja Grand Cru de Moema, em São Paulo.

Análise Técnica

Um vinho de presença com um preço bem interessante. Dessa forma o gerente da loja Grand Cru de Moema, Carlos Eduardo Nogueira, definiu o Familia Gascón Tempranillo 2008, ao degustá-lo com a equipe MundoVinho em outubro de 2009.

Para ele, o exemplar argentino elaborado com uva de origem espanhola é um bom acompanhamento para carnes que contenham molho barbecue e puxem para o adocicado, como costela suína e outros pratos australianos, principalmente.

Na avaliação visual, ele descreveu a cor rubi intensa do vinho ainda com reflexos violaceos pela juventude, a pouca transparência e seu brilho e vivacidade.

No nariz, Nogueira afirmou perceber aromas de frutas vermelhas maduras (morango e cereja), de marmelada e no final aromas que denunciam a passagem do vinho pelas barricas de carvalho francês e americano.

Na boca, o especialista destacou o bom corpo médio do vinho, a presença macia dos taninos, além da acidez bem equilibrada com o álcool. Na opinião de Nogueira, o Família Gascón Tempranillo apresentou um final de boca gostoso, sem amargor e com persistência também media.

Trata-se de uma novidade importada ao Brasil pela Grand Cru da Bodegas Escorihuela Gascón, desde de 1993 dirigida por Ernesto Catena, o filho mais velho de Nicolas Catena, da renomada vinícola argentina Catena Zapata. Deve deve ser servido entre 16ºC e 18ºC.

Nossa Análise

Atualmente, não são muitos os vinhos da uva Tempranillo (de origem espanhola) elaborados na Argentina, embora o cultivo dessa uva seja crescente por aquelas terras, pois os produtores procuram novidades e, ao mesmo tempo, a cepa apresenta ótimo desempenho no terroir argentino, sobretudo em Mendoza. Este Familia Gascón 2008, da Bodegas Escorihuela Gascón, agradou bastante a equipe MundoVinho por suas características e, de quebra, pela boa relação qualidade preço do exemplar.

Tivemos o privilégo de experimentá-lo com o filé de cordeiro e polenta ao gorgonzola na calda de maracujá preparado pelo chef Luis Felipe Lucentini, do bistrô instalado nos fundos da loja Grand Cru de Moema, em São Paulo, e o resultado foi uma harmonização deliciosa.

Dessa forma, este vinho considerado uma bebida para as refeições do dia a dia, desempenhou muito bem também escoltando pratos mais elaborados, mostrando muito boa qualidade.

Com coloração vermelha rubi bem intensa e reflexos violáceos, que denunciam sua jovialidade, apresentou pouca transparência e o brilho e vivacidade corretas para um tinto.

No nariz, os aromas de frutas vermelhas mais maduras se sobressaíram, como morango e cereja, principalmente, e um toque defumado, em função do estágio em barricas de carvalho, também apareceu minutos depois, bem agradável e integrado com as sensações frutadas.

Na boca, um vinho gostoso, fácil de beber com os taninos (substância adstringente que comprime lábios e gengivas) presentes, porém sem agressividade, além da acidez (sensação refrescante que provoca salivação) bem equilibrada com o teor alcoólico de 13,4%. Depois do gole o gosto do vinho permanence por alguns segundos. Portanto, a persistênca é media, e nenhum sinal de amargor no final. Deve ser servido entre 16ºC e 18ºC.

Harmonização

Carnes suínas
Costela suína com molho barbecue
Carnes vermelhas
Filé de cordeiro com polenta ao gorgonzola na calda de maracujá

Onde Encontrar

Grand Cru
(11) 3624-5819 ou 3062-6388 (São Paulo)
www.grandcru.com.br

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