Vinho
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Dayman (H. Stagnari)

País: Uruguai (La Caballada - Salto)
Safra: 2003
Tipo: Tinto (100% Tannat)
Álcool: 15,00%
Temperatura de consumo: 18ºC a 20ºC
Preço: R$ 129,00

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação

O Dayman é um vinho tinto 100% elaborado com uvas Tannat e o mais nobre da linha “De crianza” da vinícola uruguaia H. Stagnari. Ele fica atrás apenas da produção ícone da casa, o Dinastía, considerado exclusivo e vendido em reduzidas edições numeradas.

A principal característica da linha “De crianza” são os 12 meses de estágio do vinho em barricas de carvalho, na cava La Puebla, sede da vinícola que está no sul do Uruguai, cerca de 20 quilômetros distante da capital Montevidéu.

De acordo com Virginia Stagnari, diretora e esposa do enólogo Héctor Stagnari, responsável pelo exemplar, esse envelhecimento ocorre 80% em barricas de carvalho francês e 20% em carvalho americano. Após esse processo, surgem cerca de 15 mil garrafas do Dayman, elaborado apenas em safras consideradas ótimas pelo enólogo. São três anos de reserva até esse vinho ser disponibilizado ao mercado.

Essa safra de 2003, por exemplo, foi considerada “espetacular” pela vinícola e, talvez por isso, o Dayman recebeu premiações como a de campeão mundial de vinhos tintos em 2006, no Lujubljana’s International Wine Competition, na Eslovênia.

Para aliviar os taninos da uva e no vinho, Virgínia ainda revelou que a colheita ocorre apenas com os frutos bem maduros, o que é possível graças, principalmente, à boa insolação sobre a lavoura de La Caballada.

Ao Brasil, algumas garrafas do Dayman são importadas pela Cantu. Trata-se de um vinho tinto ideal para ser servido em ocasiões especiais, preferencialmente como acompanhamento de pratos importantes que contenham carnes vermelhas ou de caça. O Dayman ainda vai bem com queijos potentes. Pode ser guardado por 10 anos. MundoVinho experimentou o Dayman durante a Expovinis 2010, realizada em abril em São Paulo.

Análise Técnica

Virginia Stagnari, esposa do enólogo e autor dos vinhos da H. Stagnari, Hector Stagnari, afirmou em entrevista a MundoVinho que o Dayman pode ser considerado o segundo mais nobre tinto da H. Stagnari, posicionado atrás apenas do Dinastía, o topo de linha.

Segundo ela, as uvas são colhidas muito maduras para que os taninos da Tannat de vinhedos próprios apareçam de forma fina nos vinhos da casa, inclusive no Dayman.

Na avaliação visual, Virginia destacou a cor rubi do vinho já sem reflexos violáceos, além da limpidez e do brilho característico de vinhos corretos.

No nariz, ela mencionou aromas de frutas vermelhas maduras, bem como de coco e chocolate provenientes do estágio de 12 meses em barricas de carvalho.

Na boca, a especialista descreveu o Dayman como um vinho seco muito redondo, com taninos maduros e acidez equilibrada presente e perceptível. “O Dayman ainda possui um belo retrogosto e todas as qualidades de um excelente vinho”, afirmou.

Até por ser um tinto 100% Tannat, ela recomendou acompanhamentos gastronômicos ao Dayman, como pratos contendo carnes vermelhas, carnes de caça como cordeiro, além de feijoada. “Experimentei feijoada e acredito que vai muito bem com o Dayman”, frisou. Ela ainda sugere a combinação com queijo camembert.

De acordo com a vinícola, o Dayman pode ser guardado por 10 anos ou mais (a safra de 2003 tende a evoluir em guarda até 2016, pelo menos) e deve ser servido entre 18ºC e 20ºC.

Nossa Análise

O Dayman é o segundo vinho mais nobre da vinícola uruguaia de Héctor Stagnari (H. Stagnari) e elaborado somente em safras da uva Tannat consideradas por ele excelentes. A de 2003, por exemplo, avaliada por MundoVinho, foi uma delas. Inclusive, levou o Dayman ao titulo de tinto campeão do mundo no Lujubljana’s International Wine Competition, na Eslovênia, um dos principais concursos internacionais.

Podemos dizer que o Dayman realmente merece esse status e se mostrou um belo vinho tinto. Sua coloração se mostrou bem intensa e seus reflexos já deixaram o violáceo, até por somar mais de sete anos da safra.

No nariz, também encontramos intensidade, agora de aromas, como de frutas vermelhas e negras maduras, algo de marmelada, e depois um tostado relacionado ao tempo de envelhecimento em barris de carvalho. Depois de alguns minutos na taça o vinho evolui e aromas diferentes aparecem.

Na boca, um tinto seco, de muito bom corpo (sensação tátil do vinho na boca), com taninos (substância adstringente que amarra lábios e gengivas) surpreendentemente nada agressivos para um vinho 100% Tannat (uvas mais tânicas), além de acidez (sensação refrescante que provoca salivação) na medida certa.

Acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, carnes de caça e queijos fortes. Deve ser servido em ocasiões especiais e também pode ser um grande presente para um apreciador. Deve ser servido entre 18ºC e 20ºC.

Harmonização

Carnes vermelhas grelhadas
Carnes de caça
Feijoada
Queijo camembert

Onde Encontrar

Cantu
0300-210-1010
www.cantu.com.br

Vinhos e Sabores
(51) 3062-4699 (Porto Alegre)
www.vinhosesabores.com.br

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