Vinho
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Ochotierras Carmenère Reserva (Viña Ochotierras)

País: Chile (Vale do Limarí - Ovalle)
Safra: 2005
Tipo: Tinto (100% Carmenère)
Álcool: 14,80%
Temperatura de consumo: 18ºC
Preço: R$ 78,00

 
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Apresentação

Relativamente nova, nascida em 2002, a Viña Ochotierras está instalada no Vale do Limarí, no Norte do Chile. Neste local, sete vinicultores uniram forças para formar a bodega e produzir, com a participação do enólogo Rolando Lazzarotti, vinhos de boutique, com baixa escala e busca de alta qualidade.

Posicionado entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, o vale possui um clima semi-árido, com os vinhedos sofrendo influências diretas de alta luminosidade, poucas chuvas e temperaturas que oscilam entre 30ºC, durante o dia, e 8ºC, à noite, além dos ventos marítimos.

Dos 3 milhões de quilos de uvas colhidos manualmente nos 210 hectares de vinhedos distribuídos pelo vale, a Ochotierras informa utilizar apenas 300 mil quilos. Nesse sistema, não fabrica mais do que 250 mil garrafas por ano. Do montante, 5 mil garrafas se destinam a este Ochotierras Carmenère Reserva.

Após a colheita manual, as uvas são selecionadas dentro da bodega e seguem para a vinificação, permanecendo, em seguida, por 12 meses em barris de carvalho francês.

Desse processo resulta este exemplar de coloração rubi intenso, frutado e com notas de madeira. De acordo com o fabricante, o Ochotierras Carmenère Reserva suporta uma guarda até três anos. Combina bem com carnes simples, pouco condimentadas. A temperatura de serviço sugerida é de 18ºC.

Análise Técnica

Ao lançarem o desafio de produzir vinhos na nova região do Vale do Limarí, no Chile, os proprietários da Viña Ochotierras estabeleceram como meta produzir um exemplar de alta qualidade, baixa escala, atendendo requisitos de uma vinícola boutique. "O Ochotierras Reserva Carmenère é a prova de que este objetivo foi alcançado", garante o diretor-geral da vinícola, Rodrigo Rojas Zepeda, manifestada durante  degustação na 11º Expovinis, realizada em São Paulo em abril de 2007.

“A maioria dos vinhos de uva Carmenère têm uma presença forte do pimentão no aroma e no sabor. Neste exemplar, buscamos complexidade, mantendo o vinho em barricas de carvalho francês, o que traz belíssimos aromas florais”, disse o especialista.

Em 100 pontos possíveis, Zepeda concedeu 81 ao vinho, com notas altas em todos os exames (visual, olfativo e gustativo). A coloração, observou, é de um rubi intenso, brilhante, e o corpo é médio.

Segundo ele, o vinho é bastante influenciado pelo clima local, marcado por correntes marítimas provenientes do Oceano Pacífico e pela aridez. Por isso, o exemplar se mostra “quente” e “intenso” na boca, ao mesmo tempo em que revela taninos doces, bem equilibrados, harmonizados com o álcool (14,8%) e a boa acidez.

“Muita presença de frutas vermelhas maduras, notas de madeira e pimentão”, anotou. “A persistência também é excelente. Percebemos que o final é longo, mantendo um gosto agradável”, acrescentou.

Nossa Análise

Quando o assunto é vinho elaborado com uva Carmenère, a expectativa imediata, quase instintiva, é de se deparar com um exemplar com forte presença de pimentão no aroma e sabor. É, provavelmente, a principal característica dessa uva, confirmada também neste Ochotierras Carmenère Reserva, safra 2005.

Mas, de uma forma muito agradável, este vinho não pára por aí. Com a ressalva de que a presença do carvalho francês é muito intensa no aroma e no sabor, o exemplar apresenta nuances interessantes no nariz, como um pouco de coco, e um pouco de alcaçuz, efeito do contato do líquido com a madeira durante 12 meses.

Já na gustação, se apresenta inicialmente de uma forma delicada, sutil. Passado algum tempo, mostra o sabor de pimentão típico da cepa, um pouco de calor, por conta do álcool de 14,8%.

É possível notar também um leve sabor de madeira e algo adocicado, lembrando calda de açúcar, sobretudo no final, após o gole. O tanino, aquela substância adstringente que “incha” a boca (gengiva e lábios), é bem sutil.

Há também boa salivação, resultado da acidez, que pode ser considerada correta, mas, talvez um pouco fora de sintonia com o álcool. Este é o único ponto fraco do vinho, uma vez que o álcool realmente se sobressai um pouco.

Com o passar dos minutos, o vinho evoluiu para notas de torrefação, no olfato e no palato, como café torrado, e se fortaleceu o sabor vegetal.

A persistência, o sabor que permanece na boca depois do gole, é média, de 4 a 6 segundos. Deixa um sabor interessante, apesar de não ser dos vinhos mais fáceis, valendo a pena ter algum acompanhamento, como uma carne.

Harmonização

Carnes simples
Cordeiro
Strogonoff

Onde Encontrar

Prima Vinhos
Rua Machado de Assis, nº 264, Vila Mariana
São Paulo - SP
Telefone (11) 5575-8725
www.primavinhos.com.br

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