Vinho
Indicar para um amigo

Pizzorno Reserva (Bodega Carlos Pizzorno)

País: Uruguai (Canelón Chico)
Safra: 2002
Tipo: Tinto (60% Tannat, 30% Cabernet Sauvignon e 10% Merlot)
Álcool: 13,00%
Temperatura de consumo: 18ºC a 20ºC
Preço: R$ 65,39

 
ApresentaçãoAnálise TécnicaNossa AnáliseHarmonizaçãoOnde encontrar
Apresentação
Topo de linha da uruguaia Bodega Carlos Pizzorno, este Pizzorno Reserva é produzido somente em anos de safras classificadas como, no mínimo, “muito boas” das uvas Tannat, Merlot e Cabernet Sauvignon. Quando fabricado, a produção gira em torno de 5 mil garrafas. O bom trato deste vinho advém de uma produção bastante controlada, com colheita manual e poda de até 50% das videiras para gerar melhores frutos, explica Carlos Pizzorno, proprietário e enólogo da vinícola.
 
Além de Pizzorno, a produção é acompanhada de perto por Marcelo Laitano, considerado nos últimos anos como um dos três melhores enólogos do Uruguai. Conta também com consultoria do neozelandês Duncan Killiner, especialista em vinhos tintos.
 
As cepas são fermentadas isoladamente com as cascas para melhor explorar o tanino. Depois, cada uma das uvas passa por barris de carvalho francês com um ano de uso, nos quais permanecem por 12 meses. Após esse processo, é feito o engarrafamento, com as garrafas acondicionadas por 14 meses antes da rotulagem e distribuição.
 
Instalada no Estado de Canelones, ao Sul do país, a vinícola conta com produção total de cerca de 80 mil garrafas/ano. Com clima e períodos de chuvas bastante similares ao encontrado no Sul do Brasil, o Uruguai não consegue obter uma padronização absoluta em suas safras ao longo dos anos. Por isso, a produção deste vinho depende da qualidade da safra.
 
O produtor recomenda o consumo do Pizzorno Reserva em temperaturas de 18ºC a 20ºC. A harmonização pode ser feita com pratos como carnes vermelhas, especialmente suínos ou cordeiros.
Análise Técnica
Pizzorno Reserva é a “menina dos olhos” do enólogo Carlos Pizzorno, proprietário da Bodega Carlos Pizzorno, do Uruguai. Por isso, ele não poupou pontuação ao analisar este exemplar a pedido de MundoVinho: cravou 94 pontos em 100 possíveis. “Eis aqui um vinho muito especial, redondo, complexo, de um rubi intenso e altamente equilibrado”, justificou.
 
Logo no exame visual, o especialista destacou a cor do vinho, “muito boa” (8 pontos em 8 possíveis), e a limpidez do produto. “A intensidade do rubi já abre a percepção do vinho elegante que ele é”, argumentou.
 
De fato, “elegante” foi o adjetivo mais utilizado por Pizzorno ao comentar sua obra. No exame olfativo, destaque para a complexidade do vinho, sinal efetivo da passagem por 12 meses em carvalho francês, em barricas novas. “Notamos um perfeito equilíbrio entre o aroma de frutas vermelhas e a madeira”, observa.
 
Nesse caso, notas máximas para as análises olfativas: “finíssimo” na qualidade (12 pontos); “bastante intenso” em intensidade (4 pontos); e “muito persistente” em persistência (8 pontos).
 
Não menos elogiosa foi a avaliação gustativa, considerando o vinho “harmônico”, “finíssimo”, “bastante intenso”, “muito persistente” aromaticamente, e de evolução “muito boa”. “Na análise gustativa é onde melhor percebemos a elegância deste vinho robusto. Há equilíbrio perfeito entre o álcool, a acidez, o tanino suave e o sabor com presença marcante de frutas vermelhas maduras e um toque do carvalho, garantindo uma nobre complexidade”, argumenta o criador, ao indicar ainda a persistência do exemplar, com boa duração.
 
Pode permanecer em adega por um período de seis a oito anos.
Nossa Análise
Elegante e sem exageros. O Pizzorno Reserva é um vinho que realmente merece elogios, principalmente quando se conhece o cuidado de sua elaboração. É um vinho interessante e com uma ótima relação entre qualidade e preço, especialmente porque os vinhos uruguaios não têm ainda muita atenção do mercado brasileiro.
 
De rubi bastante intenso e limpidez no líquido, este exemplar demonstra complexidade no olfato, sobressaindo o carvalho francês.
 
Na boca, prevalece a Cabernet Sauvignon, com a confirmação da forte presença do carvalho, a ponto de, no primeiro momento, parecer com um vinho comum. Mas, em seguida, nota-se que se trata de um vinho tipicamente "globalizado".
 
Evolui no paladar, com uma clara percepção de frutas vermelhas maduras, um pouco de amora e framboesa, e toque de baunilha.
 
Certamente, a uva Merlot tem a função de “amaciar” um pouco o tanino (substância que confere adstringência ao vinho e que provoca a sensação de a boca ficar “amarrada” ou “inchada”). E cumpre muito bem essa função, porque o tanino é bastante suave, casando bem com a acidez.
 
O álcool, de 13%, dá alguns sinais, comprometendo um pouco o desempenho deste vinho. Também esperávamos mais da persistência, a sensação do gosto deixado pelo vinho após a degustação, considerando-a média.
 
Por fim, depois de algum tempo, cerca de 10 minutos, foi possível notar a evolução do vinho, com a madeira dando lugar às frutas, com maior intensidade, o que tornou o vinho mais saboroso.
Harmonização
Carnes vermelhas, especialmente suínos ou cordeiros assados
Massas com molhos vermelhos e condimentados
Onde Encontrar
Enoteca e Cantina Matterello
Rua Fidalga, 120, Vila Madalena, São Paulo - SP
Telefone (11) 3813-0452
 
Copyright® 2017 MundoVinho®. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução
de qualquer texto sem prévia autorização por escrito de MundoVinho®.
Desenvolvimento MadeinWeb Internet Solutions